
Você já teve a impressão de que quase tudo está seguindo no sentido contrário ao do seu entendimento? Coisas que deveriam ser inaceitáveis estão se tornando banais e se inserindo em nosso cotidiano.
Os ratos tomam conta da geladeira e servidores públicos aumentam seus proventos.
O dinheiro conduz a vida e as adolescentes alugam seus corpos, achando que estão finalmente vivendo a liberdade. A prostituição funciona como um falso acelerador das possibilidades, glamorizada em livros e filmes. A feminilidade está aniquilada pela promiscuidade. E os relacionamentos se aprisionam entre o látex e o risco.
Os hospitais particulares se transformaram num misto de loja de conveniência e boa opção de investimentos.
Os ladrões dão o veredicto sobre as contravenções e desfrutam de suas imunidades.
Dizem que os vendedores de armas são fundamentais para o 'tal' progresso mundial.
Políticos ou palhaços ocupam os mesmos lugares e atingem os mesmos resultados.
As músicas que cultuam o tráfico e as prostitutas, tomam conta do comportamento das mulheres que agora dançam quase nuas e abaixadas como animais.
Os impostos nunca são o bastante para abastecer as contas numeradas, nos paraísos fiscais. E o controle aumenta apenas para quem não detém o controle.
A fome e as doenças não cessam, enquanto toneladas de alimentos se estragam ao redor do mundo.
Advogados se tornam aliados do crime e as fardas servem apenas como esconderijo para dissimulação.
As faltas vão se acumulando e as vozes se esmaecem no esquecimento conivente.
Se eu fosse dar um novo nome ao planeta Terra, o chamaria de 'INVERSA'.
Para tentar não perder o discernimento, faço minhas manipulações caseiras com histórias de Geoffrey Blainey, mensagens de Yehuda Berg, Cartas freudianas e clarões quânticos de Marcelo Gleiser. Doses diárias, antes de dormir, são amplamente recomendadas.
E pensar que nós somos a causa de toda essa imperfeição devastadora.
José Neto